LGBT+ na Ditadura
O período da ditadura empresarial-militar brasileira, além da contenção do "perigo vermelho", ou seja, o combate ao comunismo e a pessoas ditas subversivas, ou seja, as que eram contrárias ao governo militar-ditatorial, a comunidade LGBT+ foi fortemente atacada. Neste período também nasce um grande movimento de resistência LGBT+.
A comunidade LGBT+ foi um dos alvos do terror do Estado. Seus membros eram conhecidos pejorativamente como "pessoas com desvio"; , a sigla LGBT+somente foi reconhecida na década de 1990, quando em 1995 surge a Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais.
Impondo normas ultraconservadoras, tornado a homosexualidade crime e um desvio psicológico, um dos primeiros grupos a ser atacado foram os diplomatas,Assistiu-se a exoneração de diplomatas dos seus cargos, com a acusação de "prática de homossexualismo" (sic); aqueles , que não foram desligados se mantiveram afastados e foram investigados e julgados. Em São Paulo, a atuação da polícia marcou mais uma forma de repressão aos LGBT's, em abordagens arbitrárias aos finais de semana, que levavam a extorsão e muitas vezes á tortura e morte. Fale do caso do irmão do Zé Celso Martinez Correa, morto a facadas.

A resistência durante o período da ditadura se deu na organização da comunidade, dando início a organização da comunidade LGBT. Artistas e jornais criados durante o período, circulavam colocando a questão em pauta e discutindo a diversidade sexual. Em 1979, teve o primeiro encontro dos LGBTs militantes, no Rio de Janeiro, que iniciou a campanha que 'homosexualidade" deixasse de ser um crime;, em 1980 em São Paulo (imagem ao lado), teve a primeira marcha gay, que foi considerada a precursora da Parada do Orgulho LGBT. A formação de grupos de Lésbicas, gays, transexuais e travestis aumentava, além da luta pelo reconhecimento, mas a luta pela prevenção da AIDS. Somente em 1995 se teve uma organização nacional LGBT.
Autor: Ícaro José Iegelski Rodrigues, graduando em Sociologia pela Universidade Federal Fluminense e integrante da Linha de Pesquisa "Cinema e Ditadura em Plataforma Virtual", ligado ao grupo de pesquisa certificado pelo CNPq: "Subjetividade, Memória e Violência do Estado". Bolsista de Iniciação Científica da UFF.Bibliografia: